A comissão especial esteve reunida para discutir os rumos do projeto
de captação alternativa que a Renova vai construir no rio Corrente

A comissão especial instalada na Câmara Municipal em julho deste ano para acompanhar as obras de captação alternativa de água para o Saae, de responsabilidade da Fundação Renova, reuniu-se mais uma vez para debater sobre os rumos do projeto. A obra está orçada em aproximadamente R$ 150 milhões. A comissão aprovou o envio de um documento cobrando diversas explicações da Renova quanto à água que será distribuída pela nova captação, que virá do rio Corrente, afluente do rio Doce.

Ao todo são 19 itens a serem esclarecidos pela Fundação Renova, dentre os quais: estudos hidrológicos da Bacia Hidrográfica do Rio Corrente para o tempo de vida do projeto; análises físico-químicas, bacteriológicas toxicológicas atuais das águas do manancial da Bacia do Rio Corrente; dados relativos aos níveis de água e vazões em época de cheias e de estiagem, para o tempo de vida do projeto; caracterização sanitária e ambiental da Bacia do Rio Corrente, considerando condições de proteção e as tendências de ocupação da Bacia, analisando as interferências que possam afetar a qualidade e quantidade da água do manancial; e uma avaliação dos riscos decorrentes das proximidades de vias de circulação, em caso de acidentes com produtos tóxicos ou perigosos.

Participaram do encontro os vereadores Regino Cruz (presidente da comissão especial), Rildo do Hospital (vice-presidente), Betinho Detetive (secretário), Neném do Desidério, Antônio Carlos (ambos vogais) e Waldecy Barcellos. Além deles, também compuseram a reunião o coordenador da Região Nordeste do Crea-MG, Antônio Evandro de Souza Araújo, o engenheiro civil Guilherme Lopes da Silva (representando o Instituto do Leste Mineiro de Engenharia Civil – Ilmec) e o coordenador do grupo de trabalho da Associação dos Profissionais de Engenharia e Agronomia de Governador Valadares (Aspea), Almir Cleber Lacorte.